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A frase inicial que faz qualquer pessoa gostar de si de imediato (psicólogos confirmam que resulta)

Homem e mulher a conversar sorridentes numa mesa de café ao ar livre, com chávenas e caderno à frente.

Estás ali parado, à procura de qualquer coisa - qualquer coisa - para dizer que não soe constrangedora ou dolorosamente genérica. A tua mente atira as frases habituais: “Então, o que fazes?” “Semana cheia?” Já sabes que a resposta vai ser morna. Queres aquele estalido. Aquele pequeno brilho no olhar quando alguém passa de educado a genuinamente interessado.

Na mesa ao lado, reparas num desconhecido a rir, a inclinar-se para mais perto de alguém que claramente acabou de conhecer. Alguma coisa encaixou. Perguntas-te o que é que ele disse, que frase “mágica” abriu aquela porta tão depressa. Porque quase parece injusto - a maneira como algumas pessoas se ligam a qualquer um em menos de um minuto.

Os psicólogos dizem que essa “magia” não é aleatória. Começa com uma pergunta muito específica.

A pergunta que liga o interruptor no cérebro das pessoas

Eis o iniciador de conversa: “Há alguma coisa que te esteja a entusiasmar agora?”
Não o teu cargo. Não onde moras. Não o tempo.
Algo que te entusiasme agora, na tua vida real.

Esta pergunta faz algo profundo e invisível. Dá permissão para baixar a máscara. Diz à outra pessoa: não precisamos de jogar o jogo da conversa de circunstância. Podemos saltar o guião e falar do que realmente te acende por dentro. As pessoas relaxam. Os ombros descem um pouco. A expressão muda. Passam de “representar” para simplesmente serem elas próprias.

Os psicólogos chamam a isto aceder ao “afeto positivo autorrelevante”. Traduzindo: estás a pedir-lhes que falem sobre uma parte delas que importa e sabe bem. Quando isso acontece, o cérebro liberta um cocktail de químicos associados à recompensa e à ligação. Tu ficas associado, de forma discreta mas poderosa, a essa sensação quente. E, assim, deixas de ser apenas mais um desconhecido a meter conversa.

Num estudo de 2017 de Harvard, investigadores usaram exames de fMRI para mostrar que falar sobre si próprio ativa as mesmas regiões do cérebro ligadas a recompensas como comida e dinheiro. Quando as pessoas falavam sobre coisas que lhes importavam, essas áreas iluminavam-se ainda mais. A tua pergunta simples - “o que é que te entusiasma?” - empurra-as suavemente para essa zona recompensadora.

Imagina duas versões da mesma interação num evento de trabalho. Versão um: perguntas “Então, há quanto tempo estás na empresa?” A pessoa dá-te um número, uma frase ou duas, tu acenas, a conversa desfoca-se, morre, e ambos olham para o telemóvel. Versão dois: perguntas “Em que é que estás a trabalhar agora que te esteja mesmo a entusiasmar?” De repente, ela fala de um projeto paralelo, de uma viagem que está a planear, de uma nova competência que está a aprender. As mãos mexem-se. Ri-se da própria história.

O engraçado é que os factos básicos podem ser os mesmos nas duas conversas. Mesmo emprego, mesmo escritório, mesma pessoa. Mas a “temperatura” emocional muda completamente quando alguém é convidado a falar de significado em vez de estrutura. O psicólogo social Arthur Aron, conhecido pelos seus estudos sobre construção de intimidade, concluiu que as pessoas se sentem mais próximas quando partilham temas pessoais e emocionalmente ricos, em vez de factos superficiais. A tua pergunta empurra-as para esse território mais rico, sem parecer intrusiva ou pesada.

Há também algo de desarmante na palavra “entusiasmado”. Não está a pedir uma história de vida ou um desabafo traumático. Não está a pedir que a pessoa te impressione. Está apenas a perguntar: o que é que está vivo para ti, agora? Essa formulação torna a conversa orientada para o futuro e com esperança. Evita a armadilha da comparação de estatuto. De repente, não estão a avaliar currículos um do outro - estão, lado a lado, num pequeno pedaço de curiosidade partilhada. É aí que a simpatia começa a crescer, depressa e em silêncio.

Como usar esta frase para soar natural (e não como um truque)

A frase funciona melhor quando parece pertencer ao momento. Começa por estabelecer o fio mais leve de ligação: um sorriso, um comentário sobre onde estão, um rápido “Olá, eu sou o Alex.” Depois entra: “Olha, pergunta assim um bocado aleatória… há alguma coisa que te esteja a entusiasmar agora?” A expressão “aleatória” suaviza, torna mais brincalhão - menos terapeuta, mais amigo.

Se ainda assim te parecer intenso, podes aproximar-te com pequenas variações. “Tens alguma coisa por que estejas à espera esta semana?” ou “Qual foi o ponto alto do teu mês até agora?” A estrutura é a mesma: futuro, positivo, pessoal. Estás basicamente a abrir uma janela e a dizer: podes mostrar-me algo verdadeiro, se quiseres. As pessoas sentem esse convite, mesmo que não o consigam nomear.

Numa manhã de terça-feira a caminho do trabalho, uma leitora contou-me que experimentou isto com um colega a quem só acenava na máquina do café. Em vez do habitual “Dia cheio?”, perguntou: “Tens alguma coisa de que estejas secretamente entusiasmado esta semana?” Ele parou, surpreendido, e começou a falar da banda em que toca depois do trabalho. Essa pequena pergunta transformou um estranho de corredor em alguém com quem ela agora vai a concertos.

Todos conhecemos a versão de cartão da conversa de circunstância. O “Como estás?” “Bem, e tu?” que não significa absolutamente nada. Este tipo diferente de pergunta quebra o ciclo. Diz: eu não quero apenas preencher silêncio - estou mesmo interessado no teu mundo interior. Só essa mudança pode alterar a forma como as pessoas se lembram de ti no fim da noite.

Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias. A maioria de nós funciona em piloto automático. Perguntamos o que toda a gente pergunta e depois estranhamos que as conversas sejam tão insossas. Quando escolhes uma pergunta que acorda um pouco as pessoas, não estás a ser manipulador; estás a dar uma oportunidade real à interação. E, paradoxalmente, quanto mais usares este tipo de pergunta, mais vais notar a fome que as pessoas têm de largar a pose por um segundo.

Os psicólogos também sublinham outra coisa: a simpatia é recíproca. Quando alguém partilha algo significativo e se sente ouvido, a sensação de segurança social aumenta. A pessoa interpreta a interação como positiva, o que a torna mais propensa a gostar de ti e a agir com calor. Esse calor volta para ti. É um ciclo de feedback silencioso. Uma boa pergunta, um pouco de escuta verdadeira, e a tua vida social começa a parecer menos uma atuação e mais uma sequência de momentos reais.

Fazer a pergunta resultar: tom, timing e o que dizer a seguir

A “magia” não está apenas nas palavras. Está na forma como as dizes. Usa um tom leve, um pequeno sorriso, talvez um encolher de ombros: “Tenho curiosidade… há alguma coisa que te esteja a entusiasmar agora?” E depois cala-te. Deixa o silêncio fazer o seu trabalho. A maioria das pessoas precisa de alguns segundos para olhar para a própria vida e escolher algo. Não saltes logo para “salvar” o momento.

Quando a pessoa responder, fica com isso. Se ela disser: “Sinceramente, estou entusiasmado com uma viagem que estou a planear”, não sequestras a conversa com a tua história de viagens imediatamente. Faz uma ou duas perguntas de seguimento: “Para onde vais?” “O que te fez escolher esse sítio?” Não estás a interrogar; estás a apontar suavemente o foco para dar espaço à história dela. É aí que as pessoas começam a sentir-se vistas, não geridas.

Erro comum: usar a pergunta como item numa lista e depois recuar para a conversa de circunstância. Se alguém escolher algo simples como “Estou entusiasmado por finalmente pintar a sala”, segue por aí. “Boa, que cor?” Não interessa quão impressionante é a resposta. Interessa a energia por trás dela. Outro erro: perguntar cedo demais, antes de construíres sequer uma camada mínima de conforto. Um “Como está a correr a tua noite?” pode ser um bom aquecimento antes de ires um nível mais fundo.

Num dia mau, podes receber um encolher de ombros ou uma meia-piada: “Sinceramente, não muito.” Está tudo bem. Podes responder com suavidade: “Compreendo. Tem sido uma fase dessas para muita gente.” Depois vira para algo mais leve, tipo: “O que costumas fazer quando queres sair desse tipo de marasmo?” Continuas a respeitar a realidade da pessoa sem forçar positividade. A pergunta é uma porta, não uma exigência.

“As pessoas não se apaixonam por ti porque tu és interessante”, disse-me um psicólogo clínico. “Apaixonam-se por ti porque se sentem interessantes quando estão contigo.”

Quando usas bem esta pergunta, estás a fazer exatamente isso - estás a fazer a outra pessoa sentir-se interessante. E há também um retorno emocional silencioso para ti. Começas a ver as pessoas não como papéis (“o meu chefe”, “o tipo do marketing”, “a mulher do cachecol vermelho”), mas como humanos em movimento, em mudança, com pequenos bolsos de alegria que carregam consigo.

  • Começa pequeno: experimenta a pergunta com alguém que já conheças um pouco, e depois leva-a para pessoas novas.
  • Mantém-te genuíno: se estiveres cansado ou em baixo, diz isso, e deixa a pergunta vir de curiosidade real, não de um guião.
  • Repara na mudança: observa a linguagem corporal quando perguntas - olhos que brilham, postura que abre, vozes que aquecem.

O que muda quando perguntas às pessoas o que as entusiasma

Depois de brincares com esta pergunta algumas vezes, começas a notar uma mudança subtil na forma como te moves nos espaços sociais. Os eventos passam a parecer menos uma pista de obstáculos e mais uma caça ao tesouro. Não estás a tentar impressionar nem a tentar sobreviver. Estás apenas à procura daquele lampejo no olhar quando alguém diz: “Por acaso, há uma coisa…”

Podes descobrir que o teu vizinho silencioso escreve secretamente um romance de ficção científica à noite. Ou que o tipo que achavas aborrecido nas reuniões restaura motas antigas ao fim de semana. Ou que o teu próprio parceiro, depois de anos juntos, está de repente entusiasmado com algo que tu não tinhas notado - porque ambos estavam em piloto automático. Todos começámos um dia por aquele momento em que a sala parecia demasiado grande e as palavras demasiado pequenas. Depois, uma pergunta verdadeira mudou o ar.

Não há garantia de que cada interação se transforme numa ligação para a vida. Algumas vão continuar leves e breves, e isso é normal. O que muda é a tua taxa de sucesso: muito menos becos sem saída, muito mais conversas que parecem mesmo ter acontecido. E só isso pode fazer o teu mundo social parecer menos solitário, mesmo que por fora nada tenha mudado.

Experimenta isto: ao longo da próxima semana, usa a pergunta três vezes. Não trinta. Três. Com um colega, um amigo, um desconhecido num contexto de baixo risco. Observa o que acontece ao ritmo, ao contacto visual, à forma como a conversa flui. Podes notar algo silencioso e surpreendente: as pessoas não querem que tu sejas deslumbrante. Só querem que sejas genuinamente curioso sobre as pequenas coisas luminosas que as mantêm em frente.

Ponto-chave Detalhe Interesse para o leitor
A pergunta “mágica” “Há alguma coisa que te esteja a entusiasmar agora?” ativa zonas de prazer e ligação no cérebro. Oferece um atalho simples para criar uma ligação rápida e memorável.
Seguir o fio Fazer 1–2 perguntas de seguimento sem trazer logo a conversa para ti. Faz com que o outro se sinta visto, ouvido e valorizado, o que aumenta a simpatia.
Tom e timing Usar uma voz leve, um sorriso e deixar silêncios confortáveis após a pergunta. Ajuda a tornar a pergunta natural, não “decorada”, e reduz o desconforto social.

Perguntas frequentes (FAQ)

  • Esta pergunta funciona em contextos profissionais? Sim, se for usada com um tom leve. Podes adaptá-la ligeiramente: “Há algum projeto que te esteja a entusiasmar neste momento?” Cria empatia sem ultrapassar limites.
  • E se a pessoa parecer desconfortável ou não souber o que dizer? Dá uma saída fácil: “Pode ser uma coisa pequena, tipo uma refeição que estejas à espera.” Se ainda hesitar, muda de assunto com suavidade e não insistas.
  • Posso usar isto num primeiro encontro sem soar estranho? Sim. Em encontros, muitas vezes encaixa ainda melhor: “Com o que é que estás mais entusiasmado este ano?” Abre a porta a valores e sonhos, não apenas factos de currículo.
  • As pessoas não vão reparar que estou a usar uma ‘técnica’ e achar falso? Não, se a tua curiosidade for real. O problema não é usar boas perguntas; é fingir interesse quando não tens. Deixa o interesse ser genuíno.
  • E se eu for introvertido e detestar iniciar conversas? Esta pergunta pode, na verdade, facilitar. Em vez de carregares a conversa toda, entregas o “microfone” à outra pessoa e ouves. Uma pergunta forte vale mais do que dez comentários superficiais.

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