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A IKEA relança um sofá icónico após 50 anos – fãs de design correm para comprar.

Homem sentado num sofá castanho a mexer no telemóvel, com uma mesa e caixa de cartão à frente.

Um sofá baixo e robusto, com curvas quase dignas de desenho animado; à volta dele, pessoas amontoadas como se fosse uma estrela rock nos bastidores. Em minutos, os comentários acumulavam-se: “Alguém sabe onde encontrar isto?” “Vendia um rim por este sofá.” A piada chegou alguns dias depois: a peça misteriosa não era um raro colecionável italiano, mas um modelo antigo da IKEA dos anos 70. Descontinuado. Desaparecido. Um fantasma de catálogos antigos.

Depois veio a reviravolta. A IKEA largou discretamente uma bomba: o sofá de culto ia voltar, cinquenta anos após a estreia. Sem campanha de teasers, sem anúncios televisivos brilhantes - apenas um anúncio casual e algumas imagens online. Os fãs de design não caminharam - correram.

O regresso de um sofá que ninguém esqueceu

A reedição chama-se KLIPPAN Edição 1974, e parece tirada de uma velha Polaroid do primeiro apartamento dos teus avós. Baixo, apoios de braços volumosos, quase simples demais. No papel, soa aborrecido. Na vida real, é exatamente o contrário. É o tipo de peça que faz imediatamente uma sala parecer pensada, mesmo que ainda haja uma pilha de roupa num canto.

As cores são arrojadas sem gritar; as linhas, suaves sem parecerem desleixadas. Nada de portas USB incorporadas, nada de encostos reclináveis, nada de porta-copos gigantes. Só um sofá. E talvez seja por isso que as pessoas estão a perder a cabeça por ele.

Na manhã de lançamento, lojas IKEA em várias cidades viram formar-se pequenas - mas bem reais - filas antes da abertura. Não era o caos da Black Friday, mas a determinação silenciosa de quem sabia exatamente o que queria. Poucas horas depois, o stock inicial em alguns países já surgia online como “baixa disponibilidade”.

Fóruns de design e contas de Instagram que normalmente seguem leilões raros de peças mid-century viraram-se de repente para um sofá sueco em flat-pack. Um revendedor de Londres publicou uma story a dizer que três clientes já tinham perguntado se podiam pagar um extra para que o sofá fosse encontrado e entregue à porta. No TikTok, vídeos com a etiqueta “IKEA cult sofa” atingiram centenas de milhares de visualizações num fim de semana - sobretudo pessoas a filmar o primeiro sentar como se fosse um test drive de um carro clássico.

O entusiasmo não apareceu do nada. Há anos que aquele visual IKEA dos anos 70 tem reaparecido discretamente em moodboards do Pinterest e em interiores mais curados. A versão original deste sofá tornou-se uma pequena lenda: capturada em screenshots de catálogos antigos, vista em séries suecas, e por vezes vendida em segunda mão por preços que pareciam absurdos para “apenas” IKEA. Por isso, quando a marca anunciou a reedição como parte das celebrações do seu 80.º aniversário, tocou num nervo.

A jogada também é brilhante do ponto de vista do negócio. O vintage e a segunda mão da IKEA explodiram como micro-mercados por si só: grupos de Facebook e revendedores de nicho tratam estantes BILLY antigas e candeeiros dos anos 80 como colecionáveis. As pessoas procuram nostalgia que pareça verdadeira, não fabricada. Ao trazer este sofá de volta, a IKEA está basicamente a aproveitar uma base de fãs que já estava a construir o mito por ela.

Como conseguir o sofá de culto antes que desapareça outra vez

Se estás mesmo tentado, a chave é encarar isto como um lançamento limitado - não como stock normal da IKEA que fica meses parado. Começa online, não na loja. Vai ao site da IKEA do teu país e usa o verificador de stock para as lojas mais próximas. Ativa a opção de “notificar-me” ou alerta de stock, se existir.

Depois, pensa no timing. O stock novo costuma chegar no início da semana ou de manhã cedo, quando as entregas são processadas. Ir numa tarde de sábado, sem pressa, é um risco. Se puderes, passa logo após a abertura, quando a loja está mais calma e os funcionários menos sobrecarregados. Pergunta diretamente no balcão de informações em que corredor e em que local está o sofá, para não andares perdido no labirinto enquanto outra pessoa põe a última caixa no carrinho.

Há uma armadilha em que muitos caem com lançamentos destes: esperar “só para ver” se o hype abranda. Quando abranda, muitas vezes já esgotou ou deixou de estar em destaque. Sejamos honestos: ninguém faz mesmo isto todos os dias, mas para uma peça destas, um bocadinho de planeamento faz toda a diferença.

Na prática, mede o teu espaço com precisão dolorosa antes de ires. Tira fotografias à sala no telemóvel, de vários ângulos, com outros móveis à vista. Assim, quando estiveres no showroom a perguntar-te se é demasiado volumoso, consegues comparar em vez de adivinhar. Leva também as medidas anotadas fisicamente - não apenas “deve caber”.

Depois há a escolha da cor. A reedição aposta forte em tons saturados típicos dos anos 70, misturados com neutros mais seguros. Pensa em castanhos-avermelhados profundos, verdes musgo, brancos-creme. Se a tua casa já for visualmente intensa - tapetes com padrão, arte, livros por todo o lado - o estofo neutro ajuda a equilibrar. Se o espaço for mais vazio ou “básico de arrendamento”, uma cor mais arrojada pode ser a afirmação forte que ancora o conjunto.

Um blogueiro de design que testou o sofá na loja disse-me algo que ficou:

“Não é o sofá mais perfeito do mundo. Mas quando te sentas nele, sentes que pertence à vida real, não a um showroom.”

Esse é o poder silencioso desta reedição. Não intimida. Consegues imaginar noites de cinema, pipocas derramadas, uma sesta de domingo com um livro meio aberto no apoio de braço. Instintivamente, parece mobiliário que te perdoa por seres humano.

  • Pensa nele como um companheiro de longo prazo, não como uma peça de museu.
  • Escolhe uma cor que funcione nos teus piores dias, não só nos melhores momentos de “styling”.
  • Deixa espaço para uma manta, um candeeiro, uma mesa de apoio - o sofá não deve carregar a sala sozinho.

Porque é que este sofá “simples” toca num nervo tão fundo

Há uma razão para tanta gente ficar estranhamente emocionada com uma reedição de um sofá. Em certa medida, isto não é só sobre design. É sobre tempo. Sobre as fotografias que vimos de pais, avós, ou desconhecidos dos anos 70, sentados em algo quase igual, a rir de nada em particular. Numa semana má, a ideia de poder comprar um pedaço dessa suavidade, dessa energia mais lenta, é estranhamente reconfortante.

Todos sabemos que, hoje, os interiores estão inundados de opções: sofás curvos de designer ao preço de um carro, sofás ultra-minimalistas que ficam incríveis no Instagram e são desconfortáveis na vida real. Este regresso da IKEA corta diretamente esse ruído. É reconhecível, simpático e, sim, nostálgico. Num feed cheio, destaca-se. Num apartamento pequeno, torna-se habitável.

De forma mais prática, a reedição diz-nos algo sobre para onde as grandes marcas acham que vamos. As pessoas estão cansadas de tendências descartáveis e de mobiliário rápido que abana ao fim de um ano. Estão a escolher objetos que pareçam assentes na terra e que já venham com uma história incorporada. Um sofá que literalmente sobreviveu cinquenta anos de mudanças de gosto e depois voltou encaixa perfeitamente nesse desejo.

E deixa uma pergunta no ar, muito depois de o scroll parar: o que mais, do nosso passado do design, estamos secretamente à espera de voltar a ver?

Ponto-chave Detalhe Interesse para o leitor
O regresso de um modelo de culto A IKEA relança um sofá icónico dos anos 70 para o seu 80.º aniversário Perceber porque é que toda a gente fala disto e o que o torna tão especial hoje
Estratégia para o comprar Verificar stock online, apontar para horários de manhã e medir o espaço com precisão Evitar desilusões, poupar tempo e não perder as primeiras unidades
Dimensão emocional Um design simples e nostálgico, pensado para a vida real e não para um showroom Escolher um sofá que combine com o teu dia a dia, não apenas com uma fotografia perfeita

FAQ:

  • O sofá de culto reeditado pela IKEA é exatamente igual ao original dos anos 70? Não exatamente. As proporções e o aspeto geral são muito próximos, mas os materiais e a construção interna foram atualizados para cumprir as normas atuais de segurança e durabilidade.
  • O sofá vai ser uma edição limitada ou parte da gama permanente? A IKEA apresenta-o como uma reedição especial de aniversário, o que normalmente significa que estará disponível durante algum tempo, mas sem garantia a longo prazo. Pensa numa “janela limitada”, não para sempre.
  • Este sofá é confortável o suficiente para uso diário? Sim, foi concebido para uso quotidiano, não apenas como objeto de exposição. O assento é mais firme no início e amacia ligeiramente com o uso, algo que muitas pessoas preferem por postura e durabilidade.
  • Como é que posso decorar com este sofá num apartamento pequeno? Mantém o resto da divisão simples: um tapete marcante, um candeeiro de pé e duas ou três almofadas texturadas. Deixa a forma do sofá falar por si, em vez de o sobrecarregares com demasiadas peças de afirmação.
  • Este sofá vai continuar a parecer atual daqui a alguns anos? O facto de já ter sobrevivido a cinquenta anos de mudanças de gosto é um bom sinal. A sua forma limpa e ligeiramente divertida provou que consegue adaptar-se a diferentes tendências e continuar contemporânea.

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