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O Lidl vai lançar na próxima semana um dispositivo aprovado por Martin Lewis, ideal para ajudar as famílias a enfrentar o inverno.

Criança sentada no sofá, coberta, enquanto adulto carrega mini-aquecedor numa mesa com chávena ao lado.

O “Meio do Lidl” volta a apostar num clássico de inverno: um aquecedor compacto que encaixa diretamente na tomada. A promessa é simples e útil para muitas casas em Portugal: aquecer a pessoa (ou um canto da casa) em vez de tentar aquecer tudo - especialmente em casas húmidas e pouco isoladas, onde o frio “entra pelos ossos”.

O novo gadget de inverno do Lidl: caixa pequena, grande promessa

O Lidl vai pôr à venda, na próxima semana, um aquecedor compacto de encaixar na tomada - do tipo que costuma ser recomendado em estratégias de poupança associadas a Martin Lewis: aquecimento “direcionado”, por períodos curtos, na divisão onde está mesmo a viver.

Em geral, estes aparelhos são pequenos, leves e pensados para uso rápido. As especificações típicas incluem:

  • temperatura ajustável e ventoinha (o ar quente sai com mais “alcance”)
  • temporizador (para evitar ficar ligado sem necessidade)
  • proteções básicas contra sobreaquecimento (varia por modelo; confirme na caixa/manual)

O ponto não é “substituir” o aquecimento da casa. É tirar o pior do frio numa zona específica: secretária, sofá, canto de leitura, quarto durante 30–60 minutos antes de deitar.

O que interessa é a matemática (e a honestidade sobre limites). Um aquecedor elétrico resistivo transforma eletricidade em calor de forma direta (na prática, quase tudo vira calor), mas o custo depende do consumo:

Regra rápida: custo ≈ potência (kW) × horas × preço do kWh.
Ex.: um aquecedor de 500 W (0,5 kW) durante 2 horas consome 1 kWh. Se pagar 0,20–0,30 €/kWh, isso dá ~0,20–0,30 € por sessão.

Onde isto costuma compensar:

  • quando está sozinho(a) numa divisão e só precisa de conforto por 30–120 minutos
  • quando a alternativa seria aquecer “a casa toda” para usar apenas um canto
  • em casas onde o aquecimento central não existe (comum em Portugal) e o recurso seria ligar vários aquecedores

Trade-off importante em Portugal: ar condicionado (bomba de calor) costuma ser mais eficiente para aquecer divisões por mais tempo (muitas vezes 3–4× mais calor por cada kWh do que um aquecedor resistivo). Se a ideia é aquecer uma sala durante horas, o AC bem dimensionado tende a sair mais barato do que um aquecedor de tomada. Já para “picos” curtos e muito localizados, um aparelho pequeno pode ser prático.

Como usar o aquecedor do Lidl “à moda do Martin Lewis”

O truque não é só ligar. É onde, quando e por quanto tempo. Pense nisto como uma bolha de calor pessoal.

Escolha uma divisão, feche a porta e reduza perdas óbvias: cortinas corridas ao fim do dia, folgas nas janelas vedadas (fitas/vedantes ajudam), e evite ficar mesmo encostado(a) a paredes exteriores frias. Se a casa é húmida, um desumidificador (ou ventilar bem nos períodos certos) pode fazer a mesma temperatura “sentir” mais quente.

Uma rotina simples costuma resultar melhor do que “usar quando calha”:

  • use em blocos curtos (ex.: 30–60 min) e reavalie
  • coloque-o para aquecer onde está o corpo (muitas pessoas sentem mais diferença ao aquecer pernas/pés do que “o ar da sala”)
  • desligue quando sair da divisão; o temporizador serve para falhas, não para substituir atenção

Segurança: estes aparelhos podem ser seguros quando bem usados, mas não são para improvisos.

  • Ligue diretamente numa tomada de parede (evite extensões, triplas e adaptadores, sobretudo em tomadas antigas).
  • Mantenha espaço livre à volta e não cubra o aparelho nem o use encostado a cortinas, mantas ou roupa.
  • Não é para usar a dormir. A recomendação geral dos bombeiros é desligar aquecedores antes de adormecer ou sair de casa.
  • Evite casas de banho/zonas húmidas a menos que o equipamento indique claramente proteção adequada para esse uso.

E sim: o “corredor do meio” empurra compras por impulso. Stock limitado e frio à porta é uma combinação perigosa. Antes de meter no carrinho, vale a pena ser objetivo:

  • Vou usar isto numa divisão específica, regularmente, por períodos curtos?
  • Isto substitui outro consumo (subir termóstato, ligar vários aquecedores), ou é mais um?
  • Tenho uma tomada segura e desimpedida para o usar sem extensões?
  • Para o meu caso, o ar condicionado (se existir) não seria mais eficiente em sessões longas?

Se várias respostas forem “sim”, a caixinha começa a parecer menos “gadget” e mais ferramenta.

“Aquecer uma divisão por pouco tempo com um aquecedor pequeno pode compensar - mas só se fizer parte de um plano e não de uma compra por impulso.” - ideia recorrente em conselhos de poupança doméstica

O que este pequeno aquecedor diz realmente sobre o inverno de 2025

Este tipo de lançamento não é só sobre um produto. É um retrato do inverno em muitas casas: mais atenção ao contador, mais decisões pequenas (e repetidas) para manter conforto sem sustos na fatura.

Na prática, muita gente já vive por “zonas”: sala à noite, secretária durante o dia, portas fechadas, e o resto da casa mais frio. Um aquecedor de tomada encaixa nessa realidade - não resolve isolamento fraco, caixilharia antiga ou humidade, mas pode aliviar as horas mais difíceis.

Também há um lado social: truques partilhados em família e grupos (“põe junto aos pés”, “fecha a porta”, “usa por 40 minutos e desliga”). E há um teste de realidade: por 20–30 €, compra-se algum conforto, não uma solução para o inverno inteiro. Funciona melhor quando se combina com medidas básicas (camadas de roupa, vedação de correntes de ar, uso inteligente do AC quando existe, e evitar aquecer divisões vazias).

Ponto-chave Detalhe Interesse para o leitor
Gadget direccionado Pequeno aquecedor Lidl, de encaixar na tomada, alinhado com a lógica “aquecer a pessoa, não a casa” de Martin Lewis Perceber para quem este tipo de aparelho pode realmente compensar
Uso estratégico Aquecer uma só divisão, por períodos curtos, com uma rotina simples Reduzir a factura sem sacrificar todo o conforto no inverno
Enquadramento mental Verificar necessidades, tarifa e hábitos antes de comprar Evitar compras por impulso e transformar um “bom negócio” em poupança real

FAQ

  • O novo aquecedor do Lidl é mesmo mais barato do que o aquecimento central?
    Depende do que chama “aquecimento central” e de quanto tempo o usa. Para aquecer uma só divisão por 30–120 minutos, um aquecedor pequeno pode sair mais em conta do que aquecer a casa toda. Para várias horas seguidas numa divisão, um ar condicionado (bomba de calor) costuma ser mais eficiente do que um aquecedor elétrico resistivo.
  • Que tipo de agregados familiares beneficia mais deste gadget?
    Quem passa tempo concentrado numa divisão (teletrabalho/estudo, sala à noite) e precisa de conforto rápido sem aquecer o resto da casa.
  • É seguro deixar um aquecedor de tomada ligado enquanto durmo?
    Em geral, não é recomendado. Mesmo com proteções, a orientação mais prudente é desligar antes de adormecer e manter afastado de têxteis (cortinas, mantas, roupa de cama).
  • O Martin Lewis “aprova” oficialmente este modelo exacto do Lidl?
    Normalmente, a recomendação é sobre a estratégia e a categoria (aquecimento direcionado), não uma certificação formal de um modelo específico. Trate “aprovado” como linguagem de marketing, a menos que haja confirmação clara.
  • Este aquecedor vai resolver sozinho os meus problemas com a factura de energia?
    Provavelmente não. Funciona melhor como parte de um plano: aquecer por zonas, vedar correntes de ar, gerir humidade e escolher o equipamento certo (por exemplo, AC para sessões longas) faz mais diferença do que um único gadget.

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